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		<title>Observatório de Políticas Digitais está no ar</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 20:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oona Castro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV DIREITO RIO lançaram o Observatório Brasileiro de Políticas Digitais (http://observatoriodainternet.br), com o objetivo de &#8220;analisar de forma permanente e institucional as principais iniciativas de regulamentação da internet e políticas públicas voltas à rede&#8221;, segundo o próprio site. É muito bem-vinda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.cgi.br/">Comitê Gestor da Internet (CGI.br)</a> e o <a href="http://direitorio.fgv.br/cts/">Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV DIREITO RIO</a> lançaram o <a href="http://observatoriodainternet.br" target="_blank"><strong>Observatório Brasileiro de Políticas Digitais</strong></a> (<a href="http://observatoriodainternet.br" rel="nofollow">http://observatoriodainternet.br</a>), com o objetivo de &#8220;analisar de forma permanente e institucional as principais iniciativas de regulamentação da internet e políticas públicas voltas à rede&#8221;, segundo o próprio site.</p>
<p>É muito bem-vinda mais essa iniciativa de análise e acompanhamento das políticas, e esperamos poder trocar aqui no Overmundo Lab, lá no site do Observatório da Intrnet, na plataforma do <a href="http://culturadigital.br">Fórum Brasileiro de Cultura Digital</a>, no <a href="http://www.overmundo.com.br">Overmundo,</a> no <a href="http://direitoacomunicacao.org.br">Observatório do Direito à Comunicação</a>, e em tantos outros espaços de acompanhamento e debate permanentes sobre as políticas que interferem cotidianamente no uso da Rede.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A internet, o jornalismo e o cidadão</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2010 16:58:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oona Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Seguindo aqui o assunto puxado pelo Viktor sobre o futuro do OhMyNews International, vou explorar um assunto que parece não ter fim. Palco de inúmeros textos, artigos, entrevistas e reportagens sobre o assunto, o Observatório de Imprensa mais uma vez trouxe à tona o debate sobre a apropriação do jornalismo por cidadãos não graduados. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo aqui o assunto puxado pelo Viktor sobre o futuro do OhMyNews International, vou explorar um assunto que parece não ter fim.</p>
<p>Palco de inúmeros textos, artigos, entrevistas e reportagens sobre o assunto, o <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=607IMQ012" target="_blank">Observatório de Imprensa</a> mais uma vez trouxe à tona o debate sobre a apropriação do jornalismo por cidadãos não graduados. Foi ao ar na TV Brasil, na terça-feira, um programa que abordou a história de Rene Silva Santos, que já havia sido tema de matéria no O Globo na semana passada.</p>
<p><span id="more-79"></span>O garoto é morador da comunidade do Alemão e faz o jornal Voz da Comunidade, que já tem 2 mil exemplares e publica, mobiliza e articula por meio do <a href="https://twitter.com/Rene_Silva_RJ" target="_blank">twitter</a>.</p>
<p>Esse debate, tema de uma de nossas oficinas e da monografia do Viktor Chagas, é ultra polêmico &#8211; por algumas razões, políticas e conceituais.</p>
<p>De um lado, sindicatos e entidades corporativas, em nome da defesa da categoria (será que isso defende mesmo?) e do emprego formal e qualificado, dizem que a democratização da comunicação é bacana, mas isso não é jornalismo. E que a mídia precisa de jornalistas qualificados, formados, com diploma, para que a sociedade tenha informação de qualidade e para a melhor organização da categoria.</p>
<p>De outro, acadêmicos questionam o conceito de &#8220;cidadão&#8221; (por que seria cidadão o jornalismo feito descentralizadamente? O que o torna de fato cidadão?). (Viktor conhece mais sobre o debate interno da academia).O programa de Dines preferiu utilizar o termo &#8216;jornalismo participante&#8217;.</p>
<p>Experiências de jornalismo cidadão por algumas empresas da mídia tradicional causam polêmica e desconforto quando há total cessão dos direitos autorais, quando parecem ser apenas &#8220;para inglês ver&#8221;, quando são interpretadas como forma de obter pautas e conteúdos bons, sem remuneração ao autor, em benefício privado.</p>
<p>Por outro lado, no cômputo geral, podemos avaliar que a maior partipação de leitores e usuários de internet nos veículos está dando a eles a oportunidade de conhecer opiniões distintas das supostamente existentes? Podemos avaliar que hoje o jornalista e o jornal têm acesso a uma maior diversidade de fontes e opiniões? Isso se dá também por meio desses canais?</p>
<p>O que será que reserva o futuro do jornalismo cidadão, comunicação colaborativa, jornalismo participante ou que nome venha a ter no Brasil? O OhMyNews, pioneiro em repórter cidadão, vai virar uma espécie de Observatório da Imprensa, relativamente antigo e já tradicional veículo de debate sobre a mídia? Veja como são as coisas: a notícia é digna de nota por bom e velho Dines também.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O OhMyNews International (vulgarmente co&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 20:07:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
				<category><![CDATA[post]]></category>

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		<description><![CDATA[O OhMyNews International (vulgarmente conhecido como OMNI) vai mudar. O site que popularizou o slogan &#8220;every citizen is a reporter&#8221; internet afora deixará de ser uma experiência de jornalismo colaborativo em si e se tornará um observatório de mídia, espaço para reflexão sobre a prática do jornalismo cidadão. Quer saber mais sobre as razões da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://english.ohmynews.com/">OhMyNews International</a> (vulgarmente conhecido como OMNI) vai mudar. O site que popularizou o slogan &#8220;every citizen is a reporter&#8221; internet afora deixará de ser uma experiência de jornalismo colaborativo em si e se tornará um observatório de mídia, espaço para reflexão sobre a prática do jornalismo cidadão.</p>
<p><a href="http://english.ohmynews.com/ArticleView/article_view.asp?menu=A11100&#038;no=386159&#038;rel_no=1&#038;back_url=">Quer saber mais sobre as razões da mudança?</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Você pagaria para falar?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 20:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você pagaria para falar? A primeira coisa que me vem à cabeça quando formulo esta pergunta é o velho dito popular: &#8220;Se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia&#8221; &#8211; só que ao contrário. Você pagaria para aconselhar? Pagaria para dar o seu pitaco? Pagaria para falar um &#8220;ai&#8221;? No Overmundo, logo que implementamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você pagaria para falar? A primeira coisa que me vem à cabeça quando formulo esta pergunta é o velho dito popular: &#8220;Se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia&#8221; &#8211; só que ao contrário. Você pagaria para aconselhar? Pagaria para dar o seu pitaco? Pagaria para falar um &#8220;ai&#8221;?<br />
<span id="more-74"></span></p>
<p>No <a href="http://www.overmundo.com.br">Overmundo</a>, logo que implementamos um mecanismo para valorizar a participação dos usuários no site, conhecido como &#8220;karma&#8221; e que contabilizava, entre outras coisas, quantidade de publicações, de votos e de comentários nos conteúdos que circulam pela overmundosfera, passamos a contar com um número crescente de comentários do tipo &#8220;Gostei!&#8221; ou &#8220;Vo(l)tarei&#8221;, que indicavam nada mais nada menos que uma espécie de troca de favores, com o objetivo de acumular mais e mais &#8220;karma&#8221;.</p>
<p>Pois bem. Fico me perguntando se essas pessoas pagariam para comentar &#8220;Gostei!&#8221; nos conteúdos alheios.</p>
<p>Essa é a mais recente novidade-experiência promovida pelo jornal <a href="http://www.thesunchronicle.com/">Sun Chronicle</a>, de Massachusetts (EEUU). A cobrança não é cara: são <a href="https://sca.thesunchronicle.com/user-registration/user-registration.aspx">99¢ como taxa única</a> para se registrar e comentar à vontade. Mas você realmente pagaria para falar?</p>
<p><a href="http://derepente.com.br/2010/07/16/para-conter-o-anonimato-sun-chronicle-decide-pague-para-comentar/">Rafael Sbarai</a> acha que, com tanta rede social disseminada pela rede afora, a própria caixa de comentários perdeu seu sentido. Eu não seria tão radical assim, visto que nossa experiência no Overmundo tem, nos comentários, um resultado muito positivo, com algumas conversas bem estimulantes e que em muito somam aos textos publicados. É claro: a proliferação de &#8220;Gosteis&#8221; sempre pode levar alguém a se questionar: mas e se fosse pago? Alguém falaria tanta abobrinha? <a href="http://webmanario.wordpress.com/2010/07/21/jornal-cobra-para-leitores-comentarem-em-site/">Alec Duarte</a> tem uma posição bem interessante em seu post, apontando que algumas pessoas e empresas aproveitam os comentários como espaço de publicidade, divulgando links e campanhas. Um espaço pago como o do Chronicle só seria então frequentado por spammers? E seria livre para spammers? Será?</p>
<p>A experiência, em todo o caso, traz em si uma boa reflexão. Afinal, um site editorial como o de um jornal é um espaço privado como outro qualquer. A pergunta é: vale o pedágio?</p>]]></content:encoded>
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		<title>PirateISP</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 20:17:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
				<category><![CDATA[debates]]></category>

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		<description><![CDATA[Notabilizado há alguns anos pela originalidade de sua proposta, o Partido Pirata, que surgiu na Suécia mas hoje é, na verdade, uma rede internacional de partidos, defende o fim das políticas de copyright e sobretudo levanta a bandeira de que a internet deve garantir total liberdade e privacidade ao usuário. Por essa ótica, recebi com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Notabilizado há alguns anos pela originalidade de sua proposta, o Partido Pirata, que surgiu na Suécia mas hoje é, na verdade, uma rede internacional de partidos, defende o fim das políticas de copyright e sobretudo levanta a bandeira de que a internet deve garantir total liberdade e privacidade ao usuário. Por essa ótica, recebi com alguma naturalidade a inovadora estratégia do partido sueco (onde, de fato, se constitui como uma representação política de grupo) de <a href="http://www.fastcompany.com/1672867/piratebay-isp-sweden-piratepartiet-net-connection?partner=rss&#038;utm_source=feedburner&#038;utm_medium=feed&#038;utm_campaign=Feed%3A+fastcompany%2Fheadlines+%28Fast+Company+Headlines%29">fundar um provedor pirata</a>, o PirateISP, e através dele custear as suas atividades.<span id="more-73"></span></p>
<p>Funciona assim: o <a href="http://www.piratpartiet.se/">PiratPartiet</a> garante que os usuários do provedor terão total privacidade e liberdade, inclusive para compartilharem livremente arquivos protegidos por copyright. Parece polêmico. E realmente é. Ainda mais porque os usuários do provedor contribuirão para os custos administrativos do partido, que, hoje, diga-se de passagem, ainda hospeda o PirateBay, maior site de compartilhamento de torrent do mundo.</p>
<p>O Partido Pirata tem sua <a href="http://www.partidopirata.org/">representação no Brasil</a>, ainda que por estas bandas não se constitua (ainda) como um partido político de facto. Vale a discussão proposta pelos ativistas. E vale ainda mais a rememoração trazida à tona na rebarba do espírito das <a href="http://www.mikekemble.com/caroline/caroline3.html">rádios piratas originais</a>, surgidas na Inglaterra no decorrer da década de 1960. <a href="http://books.google.com.br/books?id=d9AnAAAACAAJ&#038;dq=hobsbawm+inven%C3%A7%C3%A3o+das+tradi%C3%A7%C3%B5es&#038;hl=pt-BR&#038;ei=AqdITKbqFoH68Abx9syyDg&#038;sa=X&#038;oi=book_result&#038;ct=result&#038;resnum=4&#038;ved=0CD0Q6AEwAw">Hobsbawm</a> diria logo: este pode ser o limiar da invenção de uma tradição.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Open Raw Data</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 22:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Open Raw Data &#8226; Uma outra sequência sensacional de vídeos é esta aqui. Trata-se das apresentações de Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, no TED University 2010 e no TED 2009. Em ambas, Berners-Lee apresenta o movimento por acesso a dados livres e abertos amplamente na rede, o Open Raw Data. Eu particularmente considero [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Open Raw Data</strong> &bull; Uma outra sequência sensacional de vídeos é esta aqui. Trata-se das apresentações de Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, no TED University 2010 e no TED 2009. Em ambas, Berners-Lee apresenta o movimento por acesso a dados livres e abertos amplamente na rede, o Open Raw Data.</p>
<p><center><br />
<object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/TimBerners-Lee_2009-medium.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/TimBerners-Lee-2009.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=484&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=tim_berners_lee_on_the_next_web;year=2009;theme=what_s_next_in_tech;event=TED2009;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/TimBerners-Lee_2009-medium.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/TimBerners-Lee-2009.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=484&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=tim_berners_lee_on_the_next_web;year=2009;theme=what_s_next_in_tech;event=TED2009;"></embed></object></p>
<p>
<object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/TimBerners-Lee_2010U-medium.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/TimBerners-Lee-2010U.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=788&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=tim_berners_lee_the_year_open_data_went_worldwide;year=2010;theme=what_s_next_in_tech;theme=a_taste_of_ted2010;theme=the_rise_of_collaboration;event=TED2010;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/TimBerners-Lee_2010U-medium.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/TimBerners-Lee-2010U.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=788&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=tim_berners_lee_the_year_open_data_went_worldwide;year=2010;theme=what_s_next_in_tech;theme=a_taste_of_ted2010;theme=the_rise_of_collaboration;event=TED2010;"></embed></object><br />
</center></p>
<p>Eu particularmente considero que este é um ponto fulcral para o desenvolvimento de aplicações em ambientes colaborativos, especialmente no âmbito do jornalismo e da pesquisa acadêmica. No Brasil, ainda engatinhamos em iniciativas interessantes como o <a href="http://www.portaltransparencia.gov.br/">Portal da Transparência</a>, mas a sensação é de que ainda há muito a ser feito &#8211; e não só na disponibilização de dados governamentais, mas também de empresas, de organizações científicas etc.</p>
<p>Alguém por aí conhece bases de dados públicas que permitam tratamento e reprocessamento de dados para mashups em outras aplicações como os exemplos que Berners-Lee aponta no vídeo?</p>
<p>((via &lt;<a href="http://comunicacaochapabranca.com.br">http://comunicacaochapabranca.com.br</a>&gt;))</p>]]></content:encoded>
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		<title>Coalition of the willing</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 20:13:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
				<category><![CDATA[curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Sugestão de vídeo para o debate (via Thiago Camelo). Coalition Of The Willing from coalitionfilm on Vimeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sugestão de vídeo para o debate (via Thiago Camelo).</p>
<p><object width="400" height="225"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12772935&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12772935&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"></embed></object>
<p><a href="http://vimeo.com/12772935">Coalition Of The Willing</a> from <a href="http://vimeo.com/coalitionfilm">coalitionfilm</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>QR-Code</title>
		<link>http://lab.overmundo.org.br/topicos/qr-code/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:58:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
				<category><![CDATA[post]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui apresentado (talvez tardiamente) a um dispositivo de codificação que está chegando aos pouquinhos no Brasil, mas já é adotado em larga escala no exterior, especialmente no Japão, onde foi criado. Giselle Beiguelman, do Instituto Sergio Motta, em apresentação ao Polo de Cultura Digital, grupo de pesquisa da UFRJ coordenado por Heloísa Buarque de Hollanda, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui apresentado (talvez tardiamente) a um dispositivo de codificação que está chegando aos pouquinhos no Brasil, mas já é adotado em larga escala no exterior, especialmente no Japão, onde foi criado. <a href="http://www.desvirtual.com/bio/">Giselle Beiguelman</a>, do Instituto Sergio Motta, em <a href="http://polodeculturadigital.blogspot.com/2010/07/entrevista-com-giselle-beiguelman.html">apresentação ao Polo de Cultura Digital</a>, grupo de pesquisa da UFRJ coordenado por Heloísa Buarque de Hollanda, falou sobre o QR-Code, tecnologia de armazenamento e leitura de dados, espécie de código de barras bidimensional.</p>
<p><center><br />
<img src="http://lab.overmundo.org.br/wp-content/uploads/2010/07/qrcode.png" alt="" title="qrcode" width="248" class="alignnone size-full wp-image-65" /><br />
</center></p>
<p><span id="more-64"></span></p>
<p>Você pode ainda não ter notado, mas o QR-Code aos pouquinhos já vem chegando. Em <a href="http://portalexame.abril.com.br/inovacao/noticias/carne-codigo-rastreamento-chega-aos-supermercados-570591.html">alguns supermercados</a> brasileiros, por exemplo, ele é usado nas embalagens de carnes para identificar a procedência do alimento, apontando inclusive para links e imagens do local de produção. O QR-Code, conforme lembrou Giselle, tem capacidade de armazenamento de dados bastante mais ampla, se comparado com a capacidade de um código de barras tradicional. São cerca de 3MB contra aproximadamente 25KB.</p>
<p><center><br />
<img alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5d/UPC-A-036000291452.png" class="alignnone" width="250" /><br />
</center></p>
<p>O que chama atenção na tecnologia, no entanto, é seu aproveitamento no universo cultural de formas tão diversas quanto na economia. Criado pela nipônica Denso Wave, o QR-Code se presta a uma multiplicidade de usos. Desde os mais comuns, como leitura e codificação de informações e preço em capas de revistas e embalagens de produtos, até a inusitada experiência de um cemitério japonês, que adotou o código <a href="http://www.wired.com/underwire/2008/03/japanese-graves/">em substituição aos epitáfios</a> de seus túmulos. Em termos artísticos, Giselle apresentou instalações que aproveitam o QR-Code para propor experiências em que o expectador interage com a obra exposta a partir da câmera de seu celular. Isso porque a tecnologia é feita exatamente para isto: leitura rápida e facilitada em trânsito &#8211; o que torna seu uso bem interessante para a cultura dos dispositivos móveis.</p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WRiDwBjSaBY&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xd0d0d0&#038;hl=pt_BR&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WRiDwBjSaBY&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xd0d0d0&#038;hl=pt_BR&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="385"></embed></object></p>
<p>O QR-Code, ao que parece, é apenas mais um sistema de codificação bidimensional &#8211; chamado também de código em matriz. Além dele, há uma série de outras tecnologias semelhantes, como o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aztec_Code">Aztec Code</a>, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/CyberCode">CyberCode</a>, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Datamatrix">DataMatrix</a>, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/ShotCode">ShotCode</a> (que é circular), o Code1 (único em domínio público) e muitos outros. Todos eles incorporam um esquema de decodificação em radiofrequência (RFID), que possibilita essa agilidade de leitura, por exemplo, a partir de celulares e máquinas fotográficas.</p>
<p>Mas o que isso tudo representa afinal?</p>
<p>Há, é claro, mil possibilidades criativas para códigos em matriz. Uma delas, inclusive, a belíssima representação de avatares utilizada pelo WordPress no esquema conhecido como Identicon. O Identicon parece apontar para a possibilidade de construção de uma identidade binária de forma mais tangível que a simples proliferação de fotos pessoais em álbuns hospedados em redes sociais. Cada usuário é associado a um conjunto de caracteres em forma de mosaico, simplesmente irrepetível. <em>Único</em>, como a expressão da individualidade humana.</p>
<p><center><br />
<img alt="" src="http://s3.amazonaws.com/satisfaction-production/s3_images/6090/someidenticons_inline.png" class="alignnone" width="400" /><br />
</center></p>
<p>Mas fico me perguntando se essa tecnologia pode representar algo mais do que curiosidade estética. Sem dúvida são belos os mosaicos codificados, mas é preciso lembrar que, ainda que belos, não são ideogramáticos. A capacidade de decodificação dessa linguagem é protética, i.e. depende de próteses tecnológicas &#8211; as famosas &#8220;extensões&#8221; do McLuhan: celulares, MP-4s, MP-5s, MP-etc. Armazenar informação num QR-Code não é como escrever uma palavra por extenso. Sejamos todos, um dia, letrados em QR-Code e poderemos <a href="http://qrcode.kaywa.com/">transliterar bits</a>. Enquanto esta alfabetização em massa não ocorre, contudo, é bom reforçar que decodificação é memória.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Seminário de Cultura Digital</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 22:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oona Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[post]]></category>

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		<description><![CDATA[A convite da querida Heloísa Buarque de Holanda e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira falo na primeira mesa do Seminário de Cultura Digital, sobre o próprio tema que dá nome ao evento. O Governo do Estado vai também lançar o novo site Cultura.RJ, baseado no mesmo código [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A convite da querida Heloísa Buarque de Holanda e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira falo na primeira mesa do <a href="http://www.cultura.rj.gov.br/">Seminário de Cultura Digital</a>, sobre o próprio tema que dá nome ao evento.</p>
<p>O Governo do Estado vai também lançar o <a href="http://www.cultura.rj.gov.br/">novo site Cultura.RJ</a>, baseado no mesmo código do <a href="http://www.overmundo.com.br">Overmundo</a>.</p>
<p>A apresentação com certeza virá pra cá &#8211; mas por enquanto deixo aqui as respostas às perguntas feitas por Juliana Krapp, jornalista e assessora de imprensa do seminário.</p>
<p><span id="more-58"></span><strong>Juliana Krapp: Você poderia adiantar um pouco dos temas que vai abordar durante a sua palestra?</strong></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><strong>Oona Castro:</strong> Resumidamente, abordarei as transformações características do advento da cultura digital: como a apropriação de tecnologias tem propiciado a criação de novas formas de produção, distribuição e acesso, constituindo novos modelos de negócios, de produção artística e de licenciamento. A convergência digital altera substancialmente a linguagem e os meios produção cultural, bem como a relação artista-público. A proposta é abordar, genericamente, os principais desafios e oportunidades colocados pelo novo cenário. A riqueza cultural do Brasil não é novidade. Todavia, durante muito tempo, toda a nossa diversidade cultural, regional e social não teve por onde escoar, salvo em pequenos circuitos, dada a concentração de notícias sobre a cultura para as massas do eixo Rio-São Paulo. A internet e as possibilidades de acesso a conteúdo e ferramentas de produção por ela geradas contribuem pra ampla circulação de nossa cultura em toda a sua diversidade e, ao mesmo tempo, impõem desafios significativos para a regulamentação dos direitos autorais, do incentivo à cultura e do próprio uso da internet. Em resposta a esses desafios, 3 agendas fundamentais estão colocadas: mudanças na lei de direito autoral (9.610/98), na Lei Rouanet e a constituição de um Marco Civil da internet, áreas em que o Brasil tem se destacado pelo pioneirismo e pela ousadia.</p>
<p>
<strong>JK: Quais são, hoje, as questões mais prementes no debate sobre cultura digital, sob a ótica da formação de políticas públicas que abranjam essa nova realidade?</strong></p>
<p><strong>OC: </strong>Um dos principais desafios para a formulação de políticas públicas nessa nova realidade é a possibilidade de descentralização da aplicação dos recursos. As políticas de incentivo devem acompanhar as possibilidades de produção com menos recursos, mas muito mais diversificada e desconcentrada do que antes. Portanto, a valorização do microempreendedor pelo Estado é uma possibilidade real, a meu ver desejável, mas difícil de ser executada.</p>
<p>Outra questão que surge de maneira muito nesse cenário é a informalidade muito comum na produção e difusão da cultura na internet. Informalidade não é novidade. No entanto, as possibilidades de alcance de uma iniciativa informal são hoje maiores do que antes e seu impacto social, maior. As lanhouses, as moedas complementares, os camelôs, artistas sem registro, entre outros, são empreendimentos e iniciativas que estão no campo da informalidade e, no entanto, ocupam um espaço respeitável na economia da cultura. Assim, a fronteira entre legalidade e ilegalidade, formalidade e informalidade, em diversos casos, constitui um gargalo para o desenvolvimento da cultura e da economia criativa.</p>
<p>Encontrar, no campo da regulação e das políticas públicas, o equilíbrio entre um ambiente legal e formal, mas com a flexibilidade necessária ao surgimento de soluções criativas, novas linguagens e tecnologia, é chave para o desenvolvimento cultural do país.</p>
<p>
<strong>JK: Há espaço no Brasil para o debate relativo à cultura digital e tudo o que ela traz de novidades? Você acredita que esse debate fica muito restrito à área acadêmica?</strong></p>
<p><strong>OC: </strong>Sim, claro que há espaço (acho que falei um pouco sobre isso ao responder a pergunta 1).</p>
<p>Alguns exemplos são o Fórum da Cultura Digital Brasileira e o debate público em torno do Marco Civil da Internet (que vem sendo construído na plataforma do Fórum, pelo Ministério da Justiça e pela sociedade civil). A Casa de Cultura Digital, em SP, e o Fórum Permanente de Cultura Digital, no Rio, são iniciativas que também se propõem a criar referências para o ambiente da cultura digital. Também o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV DIREITO RIO e o Pontão de Cultura da ECO têm tido um papel relevante no estudo, na experimentação e na publicidade dessa pauta.</p>
<p>Mas não é só: há diversas iniciativas na sociedade civil, por vezes em parcerias com empresas, que focam o debate sobre cultura digital: Campus Party e FISL são alguns dos encontros que já tiveram diversas edições lotadas de pessoas interessadas em fazer e debater cultura digital.</p>
<p>O Instituto Overmundo, além do portal sobre cultura brasileira que deu origem a ele, hoje tem outros projetos que também abordam essa questão: além da área de estudos e pesquisas em economia da cultura, o Instituto tem hoje um projeto chamado Overmundo Lab, que ainda está no seu início, mas que se propõe justamente a ser uma rede coletiva e colaborativa de observação, reflexão e proposições para o universo da cultura digital, identificando tendências, novidades e possibilidades para a cultura e comunicação digitais.</p>
<p>Não creio que seja um debate restrito à academia. Ao contrário, acho que a academia está hoje correndo atrás, de certa forma, de um debate que começou a ser feito por quem implementava projetos culturais inovadores. Embora tenha citado três exemplos da academia do Rio de Janeiro (tanto o Fórum Permanente de Cultura Digital, quanto o Pontão de Cultura da ECO-UFRJ são ligados a universidades &#8211; no caso a mesma, inclusive), me parece que as experiências são bastante voltadas ao diálogo permanente com a sociedade além da universidade. A política dos pontos de cultura, também, é sintoma de um reconhecimento de que a experiência e o conhecimento da cultura digital não estão concentrados na academia, nem no governo, nem em poucas e grandes empresas, mas sim espalhadas por todo o Brasil. Evidentemente, é sempre possível a ampliação dos interlocutores desse debate e definitivamente é preciso buscar fazê-lo junto a uma diversidade maior de atores. Mas acho mesmo que a academia hoje deve aprender (e está tendo que aprender) com os donos de lanhouses, com os artistas do tecnobrega, do reggae maranhense, do forró eletrônico, os produtores de vídeo, os animadores, os cosplayers, os desenvolvedores de software, com os jogadores de games e tantos outros.</p>]]></content:encoded>
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		<title>jornalista-nerd</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 19:52:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
				<category><![CDATA[post]]></category>

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		<description><![CDATA[Na próxima terça-feira (25/5), estarei com o pessoal da Escola de Comunicação da UFRJ num evento em comemoração ao Dia do Orgulho Nerd. Devo participar da mesa &#8220;O jornalista do futuro é nerd&#8221;, quando apresentarei um pouquinho do Overmundo aos alunos e conto como é o dia-a-dia do site para quem está na moderação dele. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na próxima terça-feira (25/5), estarei com o pessoal da Escola de Comunicação da UFRJ num evento em comemoração ao Dia do Orgulho Nerd. Devo participar da mesa <a href="http://lab.overmundo.org.br/eventos/?event_id=5">&#8220;O jornalista do futuro é nerd&#8221;</a>, quando apresentarei um pouquinho do Overmundo aos alunos e conto como é o dia-a-dia do site para quem está na moderação dele. O mote é a ideia de que o jornalista do <span style="text-decoration: line-through;">futuro</span> presente não só precisa entender de técnica de narrativa jornalística como precisa estar preparado para lidar com as questões da prática jornalística contemporânea &#8211; entre elas, o fator &#8220;jornalismo cidadão&#8221; e a interseção cada vez mais forte com o mundinho da tecnologia. Desde questões controversas como a <a href="http://publishing2.com/2008/10/09/will-algorithms-make-human-editors-obsolete-not-if-journalists-collaborate/">anteposição de jornalistas a algoritmos</a> ao cotidiano nebuloso do jornalista-que-entende-cada-vez-mais-de-código. Os entusiastas do WordPress dizem sempre o belo bordão “Code is Poetry”. Ao que eu emendaria, “Code is Journalism”.</p>
<p>Para exemplificar com uma daquelas tiradas que dizem a que os nerds vieram, vou levar à mesa a pequena obra-prima de Tim Peters, intitulada <a href="http://www.python.org/dev/peps/pep-0020/">Zen of Pyhton</a> &#8211; <a href="http://www.python.org/">Python</a>, para quem não conhece, é uma linguagem opensource.</p>
<p><span id="more-55"></span>Greg Linch, do <a href="http://blog.publish2.com/2010/04/30/computational-thinking-new-journalism-mindset/">Publish2 Blog</a>, comenta que a poesia de Peters serve para programadores tanto quanto serve para jornalistas. Na minha tradução livre de um trecho dos versos, dá pra ver que realmente jornalistas e desenvolvedores vivem num universo a cada dia mais próximo. <img src='http://lab.overmundo.org.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://lab.overmundo.org.br/wp-content/uploads/2010/05/python.png" rel="lightbox[55]"><img class="size-full wp-image-56 aligncenter" title="python" src="http://lab.overmundo.org.br/wp-content/uploads/2010/05/python.png" alt="" width="477" height="269" /></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>debate</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 17:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
				<category><![CDATA[debates]]></category>
		<category><![CDATA[apatia]]></category>
		<category><![CDATA[engajamento]]></category>
		<category><![CDATA[john dewey]]></category>
		<category><![CDATA[paul starr]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos pontos de partida para este blog foi um extenso debate entre dois grandes &#8220;gurus&#8221; da cibercultura, publicado originalmente na revista Prospect em 4 de maio de 2009 e republicado pouco depois pelo caderno Mais! da Folha de São Paulo (em 10 de maio de 2009). Espécie de reedição dos famosos diálogos entre filósofos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos pontos de partida para este blog foi um extenso debate entre dois grandes &#8220;gurus&#8221; da cibercultura, <a href="http://www.prospectmagazine.co.uk/2009/05/areweontrackforagoldenageofseriousjournalism/">publicado originalmente</a> na revista <a href="http://www.prospectmagazine.co.uk">Prospect</a> em 4 de maio de 2009 e republicado pouco depois pelo caderno Mais! da Folha de São Paulo (em 10 de maio de 2009). Espécie de reedição dos famosos diálogos entre filósofos do século XIX, que se davam através de cartas ou panfletos acadêmicos, a troca de ideias aconteceu por email e, como tal, foi publicada &#8211; revelando muito do que hoje se tem discutido a respeito do cenário proporcionado pelas novas mídias e da propagada situação de decadência da chamada indústria cultural. Os envolvidos? <a href="http://www.stevenberlinjohnson.com/">Steven Johnson</a> e <a href="http://www.princeton.edu/~starr/">Paul Starr</a>.</p>
<p><span id="more-51"></span></p>
<p>Johnson tem formação em semiótica e literatura. É um dos mais reconhecidos pensadores do universo digital e da cibercultura, tendo escrito livros que se tornaram rapidamente sucessos em vendas. Starr é professor de sociologia e relações públicas na Princeton University, além de ter sido co-fundador da <a href="http://www.prospect.org/">American Prospect</a>.</p>
<p>Rico em detalhes e referências, o debate entre os dois autores mostra como a cibercultura ainda carece de uma reflexão compartilhada, à moda das revisões entre pares. A postura de ambos apresenta pontos importantes em convergência e discordâncias não menos relevantes. Steven Johnson parece muito mais otimista, apontando que uma visão ecossistêmica da rede, especialmente em sua escala hiperlocal. Starr rebate dizendo que um ecossistema pressupõe uma situação de equilíbrio e que, no entanto, a velocidade com que o noticiário local tradicional tem enfrentado suas crises particulares é muito maior do que o surgimento dessas novas mídias. Uma mídia, segundo Starr, se desenvolve historicamente.</p>
<p>Exceto por esta última frase (que quase que contradiz a visão clássica de Robert Park, para o qual o jornalismo tem uma história mas tem sobretudo uma <a href="http://books.google.com/books?id=VjJGyhdMA_sC&amp;pg=PA80&amp;lpg=PA80&amp;dq=natural+history+newspaper+robert+park&amp;source=bl&amp;ots=WDoQIwHhJI&amp;sig=Uv_ClD1tg3e9zKd3K9oKM_wF2YQ&amp;hl=pt-BR&amp;ei=Dn3xS9PRLYGKuAeoyJGRBg&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=4&amp;ved=0CC0Q6AEwAw#v=onepage&amp;q=natural%20history%20newspaper%20robert%20park&amp;f=false">história natural</a>), o raciocínio de Starr tem mais afinidade com o pensamento dos primórdios da Escola de Chicago do que com o ponto de vista conservador de <a href="http://andrewkeen.typepad.com/ajkeenbooks/">Andrew Keen</a>. Isso porque em outro debate famoso, ocorrido no início do século XX entre <a href="http://www.infoamerica.org/teoria_articulos/lippmann_dewey.htm">o jornalista Walter Lippmann e o filósofo John Dewey</a> (que mais tarde viria a influenciar toda a primeira geração de Chicago), o segundo já chamava a atenção para o fato de que a função da mídia não é meramente de &#8220;mediar&#8221; mas de fazer frente à &#8220;apatia&#8221;, auxiliando e fomentado o debate público sobre as questões de interesse comum.</p>
<p>Há muito mais pérolas neste como no outro debate, mas o importante aqui é só apontar para o que podemos fazer juntos, compartilhando referências, debatendo e construindo de forma coletiva uma experiência que discuta donde saímos e para onde vamos. O embrião que deu origem ao Overmundo Lab foi exatamente esta vontade de comentar casos, fomentar discussões e, claro, aprender muito com o feedback.</p>]]></content:encoded>
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		<title>CONVITE</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 18:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hermano Vianna</dc:creator>
				<category><![CDATA[post]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá nos idos pré-históricos de 2006 (o tempo passa cada vez mais rápido&#8230;), quando o Overmundo foi ao ar, sempre que recebia convite para algum debate ou palestra eu fazia uma contraproposta: queria dar aula, sobre produção colaborativa de conhecimento na internet. Era uma novidade para muita gente. Mesmo o termo Web 2.0 causava espanto, ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lá nos idos pré-históricos de 2006 (o tempo passa cada vez mais rápido&#8230;), quando o <a rel="nofollow" href="http://www.overmundo.com.br/" target="_blank">Overmundo</a> foi ao ar, sempre que recebia convite para algum debate ou palestra eu fazia uma contraproposta: queria dar aula, sobre produção colaborativa de conhecimento na internet. Era uma novidade para muita gente. Mesmo o termo Web 2.0 causava espanto, ainda que &#8220;todo mundo&#8221; usasse o <em>Orkut</em> e que o Brasil já fosse o segundo país do mundo no uso do <em>Yahoo! Respostas</em> ou do <em>YouTube</em>. Meus anfitriãos geralmente aceitavam o desafio, e tive oportunidade de falar sobre ferramentas colaborativas disponíveis online em várias cidades, para tipos diferentes de público.</p>
<p><span id="more-50"></span></p>
<p>Meus objetivos eram bem práticos: queria que as pessoas deixassem a conversa prontas e animadas para usar as novas possibilidades que todo dia surgiam na rede, aproveitando melhor os recursos para desde divulgar os seus trabalhos a inventar formas mais diretas de gestão democrática da vida política. Desejava também que as pessoas descobrissem o <em>Overmundo</em> e colaborassem para tornar visível a enorme diversidade da cultura brasileira contemporânea, que tinha cada vez menos espaço na mídia tradicional e centralizada.</p>
<p>Minha aula se adequava ao tempo disponível, mas geralmente eu falava pelos cotovelos &#8211; cheguei a ficar quatro horas falando direto, sem cansar, tal era a quantidade de temas interessantes a abordar. Sempre me impressionava o desconhecimento da plateia, mesmo a formada por estudantes e professores universitários &#8211; era necessário explicar tudo do início: o que era um wiki, e até como criar um link. Eu ia improvisando explicações na hora.</p>
<p>De lá para cá, passados quatro anos, a Web 2.0 se tornou tão familiar que nem precisa ser chamada de 2.0 ou 3.0 &#8211; é simplesmente a web. Estar online é colaborar, remixar, participar, nem que seja escolhendo quem seguir no <em>Twitter</em> (e os brasileiros continuam na vanguarda: outro dia, falando sobre internet numa escola do Ensino Fundamental, uma aluna de 11 anos me fez uma pergunta sobre diferentes modos de rastreamento de IP &#8211; com esses termos!)</p>
<p>O <em>Overmundo</em> se tornou uma experiência bem-sucedida, com um banco de dados cada vez maior e mais rico sobre o que acontece na cultura brasileira fora dos grandes centros (praticamente todos os dias, em suas filas de colaborações recentes, eu descubro uma novidade interessante, sobre a qual nunca tinha ouvido falar antes &#8211; e frequento o Overmundo todos os dias, religiosamente). É uma das poucas experiências de edição coletiva com foco editorial claro que se mantém na ativa com fluxo constante de novos colaboradores, entre as milhares que surgiram desde 2006 em todos os cantos do planeta. Mas ainda acho que poderia ser utilizada por muito mais gente, que traria para o site não apenas outras informações, mas até novas utilizações para o seu código, criando seus próprios &#8220;Overmundos&#8221;, com foco em qualquer tipo de assunto ou comunidade.</p>
<p>Continuamos com o objetivo de criar formas de participação cada vez mais descentralizadas.  Não só na publicação de colaborações no próprio <em>Overmundo</em> mas também no incentivo para que todo mundo possa ter acesso às ferramentas de produção colaborativa de conhecimento que existem na internet, e que possam refletir criticamente sobre esse novo mundo, suas vantagens e seus problemas. Desde 2006, época das minhas aulas improvisadas, a Equipe Overmundo (principalmente Helena Aragão, Thiago Camelo e Viktor Chagas, conduzindo várias oficinas, em favelas e em universidades &#8211; ver links para algumas delas <a rel="nofollow" href="http://lab.overmundo.org.br/sobre/" target="_blank">aqui</a>) aprendeu muito em como passar conhecimento sobre a produção de conhecimento. Queremos que mais gente utilize o que aprendemos no caminho, e o que criamos para facilitar o aprendizado. Queremos que novos oficineiros apareçam pelo Brasil afora, multiplicando o conhecimento, criando novos conhecimentos e materiais didáticos a partir do que fizemos até aqui, discutindo o que fizemos até aqui, incluindo muita coisa que ainda não sabemos e que pode aperfeiçoar muito nossa experiência, propondo outras experiências.</p>
<p>Damos início a este blog disponibilizando parte do material didático que acumulamos até agora, desde ementas e planos de aulas (com sugestões para tornar as aulas mais interessantes em termos didáticos) a apresentações que usamos para cada tema (de <a rel="nofollow" href="http://www.slideboom.com/presentations/158995/Overmundo-Lab%3A-Jornalismo-cidad%C3%A3o-e-conte%C3%BAdo-gerado-pelo-usu%C3%A1rio" target="_blank">jornalismo cidadão</a> a <a rel="nofollow" href="http://www.slideboom.com/presentations/151003/Overmundo-Lab%3A-Computa%C3%A7%C3%A3o-em-nuvem" target="_blank">computação em nuvem</a> &#8211; e muitos outros temas ainda terão apresentações publicadas na coluna direita deste blog). Não queremos, é claro, impor nada: considerem essas sugestões como ponto de partida. Elas estão publicadas com uma licença <em>Creative Commons</em>, que permite/incentiva mudanças, acréscimos, reduções, mashups. Queremos ser supreendidos com utilizações originais desse material.</p>
<p>Os temas tratados nas aulas são &#8220;obras em progresso&#8221;. Todos os dias surgem novidades e pontos de vista diferentes em cada um deles. Queremos que este blog vire também um fórum de debates sobre as questões levantadas aqui e nos materiais disponíveis e também sobre novas questões que possibilitem o uso criativo de uma internet cada vez mais verdadeiramente colaborativa e livre.</p>]]></content:encoded>
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